Agenda | 31 de agosto de 2026

Coletivo nomeiodeparacom estreia ‘Solos de Amor’ em BH

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Espetáculo construído com a ideia de instalação vai rodar por três espaços da capital mineira

 
 

O coletivo nomeiodeparacom apresenta o inédito espetáculo de dança “Solos de Amor”, obra que transforma o espaço cênico em uma instalação imersiva para investigar o amor como sentimento, ação e movimento, entre os dias 10 e 12 de setembro, sempre com a entrada gratuita, em espaços culturais de Belo Horizonte. Detalhes: @nomeiodeparacom. Confira a temporada:

  • Quinta-feira (10/09), às 19h30, no Espaço Comum Luiz Estrela (rua Manaus, 348, São Lucas)
  • Sábado (12/09), às 19h, no Centro Cultural Vila Marçola (rua Mangabeira da Serra, 320, Marçola)
  • Domingo (13/09), às 18h, no Centro Cultural Jardim Guanabara (rua João Álvares Cabral, 277, Jardim Guanabara)

Dirigido por Violeta Penna, o trabalho reúne seis artistas — Carlos Linn, Joana Wanner, Johnny Cezar, Letícia Sigale, Pimenta Pimenta e a própria Violeta — em uma proposta que rompe com a organização tradicional de palco e plateia. Os solos acontecem simultaneamente, em diferentes ambientes, enquanto o público pode circular livremente ou permanecer em um único lugar.

A proposta nasceu de conversas do coletivo sobre as diferentes maneiras como o amor é vivido ao longo da vida e de acordo com os lugares sociais ocupados por cada pessoa. A pesquisa ainda foi atravessada pela leitura de “Tudo Sobre o Amor”, de Bell Hooks, e pela reflexão sobre o amor para além das relações românticas e afetivo-sexuais. Para a diretora Violeta, pensar o amor como uma ação significa também compreendê-lo como movimento e, portanto, como matéria possível para a dança.

“Falar de amor é falar de relações, de justiça social, de luta contra preconceitos, de utopia, empatia”, afirma Violeta. Ela explica que a obra parte da percepção de que diferentes gerações e experiências sociais produzem formas distintas de viver o amor, mas também estabelecem pontos de encontro. “É impossível não pensar que também estamos falando de questões políticas e sociais. Cuidado de si, sexualidade, maternidade, gênero são dimensões políticas e sociais — vividas de forma individual, mas que acontecem no coletivo”, diz.

O próprio título “Solos de Amor” propõe uma contradição. Embora cada artista apresente uma criação autoral, a obra não é organizada como uma mostra de trabalhos independentes. Os solos se relacionam, se atravessam e são interpretados também por outros integrantes do elenco. Cada dançarino apresenta seu próprio trabalho e, ao mesmo tempo, dança criações dos colegas, fazendo com que diferentes corpos, idades, gêneros, histórias e experiências modifiquem a percepção de uma mesma cena.

A estrutura foi concebida para que o público também participe dessa construção. É possível chegar, escolher um espaço, permanecer nele durante toda a apresentação ou circular entre os ambientes, acompanhando diferentes cenas e estabelecendo relações particulares com aquilo que acontece ao redor. Para Violeta, a liberdade de escolha é parte fundamental da experiência: “Fazemos escolhas, mas não sabemos de fato o que nos espera. É importante uma abertura para viver, para experimentar o amor, a dança de forma imersiva e sensorial”, explica.

“Solos de Amor”, do Coletivo nomeiodeparacom
Mais detalhes: Instagram @nomeiodeparacom

• 10 de setembro, às 19h30
Espaço Comum Luiz Estrela (rua Manaus, 348, São Lucas), Belo Horizonte
Entrada gratuita – Retire seu ingresso

• 12 de setembro, às 19h
Centro Cultural Vila Marçola (rua Mangabeira da Serra, 320, Marçola), Belo Horizonte
Entrada gratuita – Retire seu Ingresso

• 13 de setembro, às 18h
Centro Cultural Jardim Guanabara (rua João Álvares Cabral, 277, Jardim Guanabara), Belo Horizonte
Entrada gratuita

COLETIVO NOMEIODEPARACOM

“Solos de Amor” é o quarto trabalho do nomeiodeparacom e marca um momento de consolidação e renovação do coletivo, que mantém uma trajetória de pesquisa em dança marcada pelo diálogo entre criação artística, formação e participação do público. Na nova criação, a escolha ganha outro sentido. Ao decidir onde ficar, para onde olhar, quando circular e quanto tempo permanecer diante de cada solo, o espectador também experimenta uma pequena metáfora sobre as próprias relações.

A proposta é que a experiência não termine apenas na contemplação, mas provoque uma reflexão sobre as diversas formas de amar e sobre a possibilidade de construir relações baseadas em afeto, empatia, cuidado e respeito às diferenças. “Gostaria que cada pessoa saísse não apenas sensibilizada pela dança, mas provocada a enxergar o amor como uma prática diária que se constrói no afeto, na empatia e no respeito às diferenças”, afirma Violeta. “Que levem também a certeza de que viver o amor vale a pena.”

“Solos de Amor” é realizado com recursos do Projeto 0165/2024 – Edital LMIC – Multilinguagens – Fundo Municipal de Cultura. A direção geral é de Violeta Penna, com direção de cena de Joana Wanner e Violeta Penna. A orientação artística é de Carol Saletti, Eli Nunes, Érica Lima, Gladstone Navarro e Ricardo Ulpiano. A trilha sonora é de Ricardo Ulpiano, iluminação de Ricardo Cavalcanti, figurino de Aniah Braga, cenário de Agnes Antônia, engenharia de áudio de Thiago Peixoto e design gráfico de Mauro Vitor. A produção é de Gabriel Felippe e Johnny Cezar, com assistência de produção de Mylena Carvalho de Abreu e Lorena Carvalho de Abreu. O apoio é da QuinTao das Artes.


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